segunda-feira, junho 22, 2009

'eu sempre te via de longe e estou completamente encantado com você'.
ela que sempre o admirou mas de maneira displicente ficou assustada e feliz e assustada.
sentia as bochechas corarem e se deixava levar pelo novo.
ele prosseguiu...
'já que você está procurando apartamento, a gente podia ir morar junto?!'
ela ficou assustada e riu, afinal parecia piada: ninguém faz um convite desses no primeiro encontro.
ela gostou dele, mesmo com esse jeito afobado.
ela não estava louca por ele mas até disso ela gostava.
se falavam todos os dias, viram filmes, fizeram refeições, partilharam de casualidades.
ela já achava bonitinho o 'fica com Deus' que ele dizia no fim das ligações.
ele dizia também para ela levar o casaco, e ela se agasalhava e se apegava.
a relação crescia sem definição e ela que não tinha certeza dos próprios sentimentos seguia devagar e contente.
dia dos namorados ele aparece com presente.
ela ficou feliz, sentiu calma, carinho e resolveu se permitir.
menos de quinze dias depois ele aparece tenso.
ela percebeu e perguntou.
ele desviou o olhar e disse que depois conversavam.
jantaram e falaram amenidades com aquele suspense no ar.
pediu para levá-la em casa e foram caminhando já que o carro dele continuava no concerto desde o primeiro encontro. mas ela não ligava.
no sofá de sempre ele começou a chorar e e abriu o falador.
'encontrei minha ex-namorada hoje. gosto de você, mas estou confuso, mas não quero te perder.'
ela respirou fundo e sentiu-se amortecida pelos sentimentos recorrentes.
disse que ele não precisava ficar em dúvida e pediu que ele fosse embora. acordou a amiga para contar-lhe a última, chorou boa parte da madrugada, acordou atordoada e deixou a vida seguir.
ele liga todos os dias, mas ela não atende.
consegue entendê-lo, mas se sente cansada de confusões, de ex, de histórias complicadas.
ela só quer amar simples, viver simples, ser simples.

5 comentários:

Giovanna Borgh disse...

é pois é... nem a Jane Austen encontrou o MR. Darcy na vida real...

ela pode orar, pois Deus sabe como termina esta história...

K entre nós disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
K entre nós disse...

Que sábia, a Giovanna Borgh!
:)
Sim, a personagem do texto pode orar e confiar em Deus, pque Ele conhece o fim desde o princípio!

Isso sim, é viver simples!

Cris disse...

ai...como cansa!

Erika Horn disse...

Ela é assim, é viciada em acreditar.
Ah, ela te ama também, muito!