até onde vai a confiança?
até a primeira desconfiança?
inocente até que se prove o contrário?
ou culpada a mercê de provas de inocência?
o que incrimina realmente incrimina?
e se os mesmos fatos contarem duas histórias?
e o que dizer do amor pregado e não vivido?
é do amor condenar sem dar chance de defesa?
ou a desconfiança é sentença que nem mesmo o amor desfaz?
e se o amor for de vidro e a desconfiança for de pedra?
no lugar da interrogação, uma exclamação!
seria amor verdadeiro e desconfiança fundamentada?
ou seria amor de boca e desconfiança insitada?
amor e desconfiança não cabem na mesma história.
não porque amor não desconfia,
mas porque amor não faz da desconfiança uma sentença.
o amor redime,
a desconfiança alerta,
um julgamento injusto mata,
nem que seja por dentro.
Pássaros de papel não voam
Há 10 anos