pelo cheiro da mãe, que parecia desfalecer de alegria ao ver sua pequena entrar pela cozinha.
pelo abraço quente e seguro do pai;
pelo beijinho da maninha que lhe transmitia paciência;
pela graça que via na irmã que tinha humor e força;
pela recepção do irmão que a chamava de bila e nos olhos de quem era pra sempre a caçulinha.
pelos sobrinhos pequenos que a recebiam com carinho e simpatia, e dividiam com ela risos, brinquedos, histórias e amor.
pelos sobrinhos maiores de quem era amiga e com quem tinha boas conversas, curiosas conversas, sinceras conversas.
pelos outros que vieram com o tempo e contribuíram para o todo, a família.
pela falta que faziam, pelo caminho que se fazia longo enquanto não estivesse em casa, pela dor na hora da despedida que nem mil horas dessas puderam dar jeito.
Pássaros de papel não voam
Há 10 anos