quarta-feira, novembro 26, 2008

até onde vai a confiança? até a primeira desconfiança? inocente até que se prove o contrário? ou culpada a mercê de provas de inocência? o que incrimina realmente incrimina? e se os mesmos fatos contarem duas histórias? e o que dizer do amor pregado e não vivido? é do amor condenar sem dar chance de defesa? ou a desconfiança é sentença que nem mesmo o amor desfaz? e se o amor for de vidro e a desconfiança for de pedra? no lugar da interrogação, uma exclamação! seria amor verdadeiro e desconfiança fundamentada? ou seria amor de boca e desconfiança insitada? amor e desconfiança não cabem na mesma história. não porque amor não desconfia, mas porque amor não faz da desconfiança uma sentença. o amor redime, a desconfiança alerta, um julgamento injusto mata, nem que seja por dentro.

terça-feira, novembro 04, 2008

hoje eu quis adotar um menino de rua. eu senti vontade passar as mãos nos seus cabelos ralos, reflexo da desnutrição. eu quis pegar seu corpo frágil e levá-lo comigo. eu quis me importar com ele, quis que ele fizesse parte do meu mundo, que desfrutasse da minha atenção. mas eu pensei, desisti, disse não ao coração. depois eu o vi acordado, ele sorriu, sabe-se lá onde está agora.

sexta-feira, outubro 31, 2008

'já conheço os passos dessa estrada sei que não vai dar em nada seus segredos sei de cor já conheço as pedras do caminho, e sei também que ali sozinho, eu vou ficar tanto pior e o que é que eu posso contra o encanto, desse amor que eu nego tanto evito tanto e que, no entanto, volta sempre a enfeitiçar com seus mesmos tristes, velhos fatos, que num álbum de retratos eu teimo em colecionar'. tom jobim

quinta-feira, outubro 30, 2008

se o tempo é remédio pra tudo, me diz qual a dose pra curar a minha dor. eu não gosto de falsas esperanças, mas que esperança não é falsa?

sábado, outubro 25, 2008

as vezes eu não consigo dormir. é sábado, e eu só esperava dormir. é meu plantão amanhã. amanhã é dia de eleição, e eu vou seguir os passos do kassab. e que isso importa? tem uma idéia na minha cabeça, que esmaga meu coração. mas hoje não. só por hoje, não. eu não quero sentir essa culpa, não há mais nada que eu possa fazer. eu já paguei meu pecado, eu já chorei essa dor. me alivia só por essa noite, só por essa noite.

sexta-feira, outubro 24, 2008

meu tempo.

meu tempo não tem lógica, meus dias não tem horas. minha vida segue sem rotina, sem destino, sem caminho, sigo quase que em desatino, nesse oscilar de sentimentos, ao qual chamo de tempo. mas é só meu esse tempo, e por isso sigo solitária. em certas voltas, até partilho o caminho, mas nunca dou a mão. esse tempo solitário que nunca é só, sempre cheio de incertezas e medos, esse tempo cheio de dúvida!

terça-feira, outubro 21, 2008

?

o que está havendo? por que eu estou fugindo? o que está acontecendo? para onde estou partindo? do que eu tenho medo? eu já não sei mais nada, não faço nada direito, já não sei nem o que sinto. as vezes eu acredito, eu acho que não dá. mas eu queria tanto, por que eu não consigo. será que eu tenho chance? me ajuda nesse caminho?

segunda-feira, outubro 13, 2008

2.5

tomara que os 25 anos sejam bons como os últimos instantes dos 24. é, tô com 25! tudo bem, eu acostumo!

sábado, outubro 04, 2008

ser macho.

já passara aproveitando a pseudo falta de espaço, e ainda precisou se expressar: 'puta mina gostosa'. ela levantou a cabeça e olhou com força dentro do olho do palhaço caipirinha. 'qual é?! ficou maluco?'. ele seguiu cabisbaixo até sua mesa.

quinta-feira, outubro 02, 2008

des-culpa-des!

desculpa,
desfaz a culpa,
essa minha culpa,
mea culpa,
culpa,
desculpa?
culpa dói,
nao é tua culpa
mas desculpa,
que essa culpa me corrói.
desculpa e apaga,
apaga a culpa,
eu pago a culpa,
desculpa?