quarta-feira, setembro 24, 2008

minha menininha.

maria helena minha menina, minha menina pequenina, como eu queria te por numa caixinha, como gostaria que fosses assim pra sempre. assim como bonequinha, entretida em teus luxos e modinhas. exatamente assim, com essa carinha de mocinha séria, e jeitinho de donzela. ainda não falas todas as letras, mas faz-se entender muito bem se elas. às vezes solta, ri com vontade... na mesma intensidade que chora, quando algo não foi exatamente do jeito que querias. ah minha querida, pra minha felicidade continue assim, com essa carinha de sonho bom, correndo atrás do gatinho, e estranhando a areia da praia na mão. continue, querida, a gostar dos banhos no tanque e de pares de chinelo (sim você não pode ver um par de chinelos que já os calça, se cabem ou não é o que menos te importa). linda como uma flor, és vaidosa. adora os enfeites de cabelo, sandálias com lacinhos, e os vestidos novos, e pousas faceira passando a mão na barriga quando dizem ‘olha como ela está bonita’. és tão carinhosa e meiga, e ao mesmo tempo tão independente. tua alegria está em ti mesma, nesse mundo que é só teu e onde és bem feliz. pareces uma moça quando sentada no banco da cozinha da vovó, balançando contente essas pernas iguais as minhas. ah querida, quem me dera que ficasses assim pra sempre, nesse tamanho de felicidade, nessa medida de inocência. mas os anos vão passar, e quem sabe quando leias esta carta, já tenha te dado conta disso, como me dou agora ao olhar pra ti. vais crescer e fazer da tua vida aquilo que quiseres. não imagino no que vais te tornar, mas desejo que tu te tornes minha e tua amiga. minha, porque te amo, porque és a maria helena do meu coração, porque és pra sempre minha menininha. e amiga tua, desejo que sejas, pra que saibas lidar com paciência com teus próprios erros, pra que se sinta feliz em tua própria companhia e pra que te conheças, já que essa é hoje a tarefa que eu considero mais difícil. a querida, desejo também que aprendas que na vida, é importante cultivar a sensibilidade, pra que vejas a beleza desse mundo, pra que sintas pelo outro, pra que vivas intensamente. e desejo que tu leves pra sempre a certeza de que podes tudo aquilo que de coração desejares. com amor, tia giselle são Paulo, 14 de março de 2007

sexta-feira, setembro 12, 2008

minha amiga se casa.

você é testemunha do quanto eu tentei estar aí neste momento. mas só eu sei o que foi assumir que perderia o casamento da minha querida grace. queria amiga, ter visto teu cabelo, teus olhos brilhantes e o rosto deste moço que conquistou teu coração (aliás, querido sávio, você é um cara de sorte). queria te ver em rendas, ver as flores tropicais e os teus sorrisos deslumbrantes. queria estar aí, e de alguma forma sei que estou, porque nunca se está longe, quando se está do lado de dentro. mesmo que eu esteja numa ilha em santa catarina, e você em cumbuco, no ceará. toda felicidade do mundo pra vocês, jovem casal. celebrem desse amor neste dia e em muitos outros. e diariamente lembrem que vocês são abençoados por terem um ao outro. beijos, giselle.

veja bem, meu bem.

enquanto isso, navegando vou sem paz. sem ter um porto, quase morto, sem um cais. e eu nunca vou te esquecer amor, mas a solidão deixa o coração neste leva e traz.

quinta-feira, setembro 11, 2008

a dor do mar da dor.

o mar é infinito, como é infinita essa dor. vai e volta, e assim como torna a ir, é certo que irá voltar. as luzes se espelham no mar, que as refletem no tremer das minhas lágrimas. lágrimas que caem no mar, que as levam para longe. e no ir e vir das ondas infinitas, o mar sussurra quase a me torturar: um dia, é certo, essas lágrimas vão voltar.

segunda-feira, setembro 08, 2008

festa!!!

a tia giselle ladeada por seus sobrinhos mais velhos ;0) (da direita para a esquerda: de óculos de estrelinha azul - giuliano, o noivo, vinícius, o corinthiano, tia giselle num momento tchutchuca linda, e leonel, o jornalista.).

domingo, setembro 07, 2008

em casa.

esse amor e ódio extremos. esse cuidado. esse carinho. essa cumplicidade que transcende. volto as raízes em grande estilo: festa de casamento. espectadora e expectante. a arte de descobrir e se deixar descoberta. balaio de gato: dona nena e suas três crias fêmeas.

quinta-feira, setembro 04, 2008

pérolas...!

'blábláblábláblá %#@$&*@*#$%#$*&@$ você já leu elogio da loucura, meu filho?! ah! agora vem me falar de erasmo?! vá ler nietzsche!(calorosamente) ai, adoro essa sua reboladinha'. ele derreteu;0) 'nossa, que mão macia. usa davene?!' (affe!) 'vai participar do espetáculo?! não... você é um espetáculo, né?!';0) 'mas, você vem sempre aqui?! sim sim... blábláblábláblá ah, você está de férias?! então vem pra minha casa!!!' (antes de abrir a boca, até que ia bem)

ah...!

férias!

e agora?

então agora me diz que referencial eu tenho? como posso crer em algo que ficou preso ao tempo? então o tempo destrói tudo mesmo? grande amor da vida é coisa que não existe? e se tocar don´t stand so close to me? mesmo quando é especial não resiste? as vezes é impossível superar? já nem sei, meio que preferia por idealismo, preferia o sentimento a figura. mas hoje ando sem ideais mesmo.

segunda-feira, setembro 01, 2008

detalhes.

os olhos fugiam do livro, sob a proteção dos óculos, o sorriso misturando nervosismo e felicidade. o abraço. ah, o abraço. aquele espaço perfeito entre a saudade e a vontade. (um dia ainda eternizo esse abraço). a admiração nos olhos, as palavras embriagadas no turbilhão de sentimento, saem como que obrigação. na verdade são desnecessárias quando o sentir invade os poros. um prazeiroso desconforto, como se fosse possível redescobrir. o reflexo do vidro ajuda a não perder de vista. a imaginação do toque, vontade de pertecer, ir ao encontro desse cheiro de saudade que me inebria. as últimas palavras, o beijo estalado na bochecha, o abraço desconcertado, a felicidade no sorriso, a saudade rolando pelo rosto. o sorriso se vai com a felicidade, a saudade sempre fica.