a lógica do vento o caos do pensamento a paz na solidão a órbita do tempo a pausa do retrato a voz da intuição a curva do universo a fórmula do acaso o alcance da promessa o salto do desejo o agora e o infinito só o que me interessa lenine musiquinha aqui (só a música):
terça-feira, abril 07, 2009
l'amour
ceninhas romanticas de filmes de amor! ah.... o amor! roman holiday (1953) before sunrise (1995) eternal sunshine (2004) .sempre me comovo nessa cena. as good as it gets (1997) a family man (2000) .sempre choro nesse também.
segunda-feira, abril 06, 2009
eu acordei como sempre e cambaleei até o banheiro. na volta pra cama o sonho de antes me surgiu como um filme.
tudo aconteceu e eu era a pessoa mais feliz do mundo, a própria gigi in wonderland!
mas durou só um segundo.
sentada na cama chorei e chorei por perceber que tudo era um sonho.
chorei por sentir aquela felcidade e voltar aos meus sentimentos de sempre.
alguns sonhos são tão reais que são reis.
é uma vida nova dentro da mesma vida de sempre.
o duro é acordar e não poder escolher dentro de onde se quer viver.
eu quero escolher meus sonhos. as vezes eu nem quero sonhar!
quinta-feira, abril 02, 2009
fofoqueira!
uma pessoa fofoqueira é como uma erva daninha, pior ainda se é uma pessoa maldosa, a coisa ficou complicada se for recalcada. sabe aquela invejinha, maldosa, de língua afiada? pois é, eu tenho uma dessas há uma distância nada segura. ela vem disfarçada num discurso politicamente correto, num ar de boa moça, de pessoa com muito amor. mas é, na verdade, um perigo, porque ela acaba minando os relacionamentos de intrigas, e pior que isso, enche a cabeça das pessoas de dúvida. claro que há um certo prazer em causar sofrimento, mas a pessoa não se dá conta desse gosto doentil. assim como não se dá conta de várias coisas. eu também tenho minhas faltas de consciência, mas não saio por aí falando que as pessoas são sossegadas se eu fiquei mais de um ano de pijama, com a bunda no sofá. não aproveito da dor do outro para parecer honesta. aliás, não falo por aí nada de ninguém... tenho coisas mais interessantes do que espalhar a sementinha da discórdia.
quarta-feira, abril 01, 2009
culpa
impotente pelo que passou, consciente de que fiz errado, vejo minha alegria presa em um ato. culpa, nada me faz mais mal do que a culpa. meus dias seguem iguais, em cinzas repetitivos, sinto um peso nos ombros, e nem o perdão consegue me livrar de mim mesma. quando estive no sul, há umas 3 semanas, falei 'bem feito' pra um dos seres que mais amo nesse mundo, e tenho me sinto menos viva desde então. pedi desculpa na hora, na hora seguinte, e na outra também. fui perdoada e aceita de novo, mas não consigo compreender como pude dizer aquilo! tenho tentado me perdoar, mas é só lembrar do ocorrido que meu coração dói e eu começo a chorar. 'há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. '
segunda-feira, março 23, 2009
tudo vai bem,
mantenho uma postura madura no trabalho,
controlo as palavras, ando a segunda milha, não reclamo de nada.
consigo me manter esperançosa, manter a vida organizada, tornar os dias produtivos.
a vida parece seguir uma ordem, um rumo.
mas de repente, não mais que de repente os ares viram, tudo muda, perde o sentido.
eu começo o período de pausa, de andar pra trás, de não saber.
questiono minhas únicas certezas, sinto medo, penso que não vou conseguir.
sinto uma raiva incontrolável, falo demais, brigo, passo dos limites.
depois sinto culpa, choro, quero morrer.
pra quem não acredita em tpm deveria ver o mundo segundo meus hormônios em determinados dias do mês. não é fácil, nada fácil!
domingo, março 22, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
aquele dia amanhecendo, ele dentro barco como sempre foi.
ele era o mesmo, eu era a mesma, alguma coisa não era mais e eu me calei.
só contemplei suas rugas mais fortes, seu pouco cabelo, seu pouco cabelo branco.
voltamos, as duas irmãs que já andaram muito por aí, mas sempre passam por ali.
eu chorei, chorei pelo medo da ausência, a minha, a dele.
lamentei pelo tempo que me tomou num golpe, que passou e eu não vi.
quis que sua vida fosse um barco batida nas ondas.
que você nunca parasse de contar piadas.
que não te faltasse uma rede, um peixe no mar.
que sempre ouvisse música bem alto, anunciando dia de festa.
te desejei um porão cheio de fios, ferramentas, para que tua 'marafunda' nunca finde.
quis sentir o calor do teu braço pesado, o aperto da tua mão que me dava medo.
quis que o mar fosse teu amigo pra sempre,
e que não te faltasse pão e café, forte e doce, no café da manhã.
quis que voltasse sempre, todos os dias,
que gostasse de voltar,
que eu pudesse voltar um dia.
segunda-feira, março 09, 2009
senhoras e senhores, estamos em março, mas a pérola do ano está eleita:
'a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século 20 do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho'.
a pérola, você sabe, está no artigo de homenagem as mulheres 'a máquina de lavar e a liberação das mulheres: ponha detergente e relaxe', pulicado no jornal do vaticano e, pasmem companheiras, escrito por uma mulher.
mas que beleza!!!!!
as gratas surpresas da vida.
como são gratas algumas das surpresas dessa vida.
eu tive uma grande amiga, dos tempos de faculdade.
durante dois anos nós dividimos o quarto,
as felicidades, as lágrimas.
ela sempre foi muito querida, gentil, atenciosa e amorosa,
uma pessoa muito dedicada e realmente especial.
de quebra a fabi é inteligentíssima, e muito, muito, divertida.
ela tinha uma boneca que dizia ser sua filha, a helena.
nós passamos momentos muito especiais,
que sempre ficaram guardados no coração.
em dezembro de 2003 ela se formou e foi morar
com a mãe e o velho pai (como ela chamava),
em carazinho, rio grande do sul.
nós mantivemos um contato oscilante,
nada de dia-a-dia, mas sempre atualizando as novidades maiores.
senti muita saudade dela, muita mesmo, e sempre desejei revê-la,
mas a geografia, o relógio e o bolso nunca colaboraram.
até que um dia ela me escreve que estava mudando pra são paulo.
e ontem, depois de mais de cinco anos, nos reencontramos.
combinamos numa estação de metrô.
quando eu cheguei e não a vi de cara,
me senti meio sufocada com as pessoas que iam e vinham,
senti uma angústia em talvez não reconhecê-la.
mas numa segunda olhada eu a vi, enconstadinha, linda.
meu impulso foi correr para abraçá-la.
ela continua a mesma, linda, sorridente e divertida.
sentamos e conversamos horas e o tempo se perdeu,
e foi como se a gente tivesse dado tchau ontem.
depois tomamos sorvete e conversamos por mais tempo.
a vida tem surpresas muito gratas, reencontrar pessoas que
marcaram em sua vida, está entre as principais.
na foto,uma festa infantil, nos idos de 2003 (eu acho) da esquerda para direita:
fabi com helena no colo, thanise, glauce e essa que vos escreve.
era o quarto 225.

